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NOTÍCIA

Publicação: 04/05/2016

Carteira de Investimentos X Meta Atuarial em 2015

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Carteira de Investimentos X Meta Atuarial em 2015.


Carteira de Investimentos X Meta Atuarial em 2015


    Os RPPS viveram um cenário econômico muito conturbado em 2015, a inflação ultrapassou o teto da meta, a taxa básica de juros brasileira chegou a 14,25% ao ano, o dólar americano extrapolou todas as expectativas de alta, o rebaixamento da nota do Brasil por duas agências classificadoras de risco, o FED elevou os juros dos EUA pela primeira vez em quase uma década, o aumento da carga tributária e do desemprego no país, queda no consumo, produção industrial e, como consequência, o PIB obteve o pior resultado das últimas décadas. As notícias de que o ano de 2015 não seria bom, foram se confirmando com o passar dos meses. Com tantas informações ruins, acreditávamos que poderíamos reviver o fantasma de 2013, quando os Institutos de Previdência obtiveram os piores rendimentos de sua história.

    Findado o Exercício Financeiro de 2015, é possível realizar uma análise quanto aos investimentos do IPACI, levando em consideração a meta atuarial e a consolidação dos investimentos. A expectativa geral era de que com uma inflação superando os 10% e somando a isso mais 6%, dificilmente a Meta Atuarial seria alcançada, o que se confirmou com os resultados do IPACI consolidado em 8,80% ante a uma Meta Atuarial de 17,31% no ano.

    Acertada foi a decisão do Comitê de Investimentos, em meados de 2015, de fazer o encurtamento da Carteira de Investimento realocando recursos para fundos de curto prazo, quando 30% dos recursos foram direcionados para Fundos indexados ao IDKA2, o que de certo também nos permitiu atingir os 8.80%, longe da Meta, mas bem posicionados diante do contexto político-econômico nacional e internacional.

    Para o ano de 2016, as análises econômicas ainda apontam muitas dificuldades. O contexto político econômico do Brasil ficou ainda mais complexo. Então, o que fazer? Alcançar a meta atuarial e garantir a solvência do plano de benefícios será tarefa árdua. Mas, diante das várias alternativas que por certo se desenharão, o principal é não perder de vista o horizonte dos RPPS que são os benefícios futuros. Mitigar os riscos, mas ciente que é necessário suportar alguns sacrifícios presentes para garantir as posições de longo prazo, pois não adianta vender barato agora para comprar caro depois.

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